Pronto

Será mesmo necessário, todo santo dia? Tá me fazendo cada vez mais comum em todos os sentidos... Estou saindo com palavras não ditas e é melhor você se afastar pois eu estou pronto pra mais que isso, o que quer que seja.
Tentando ser comum, mas não fui eu o tolo. Você acreditava ter achado o homem da sua vida, mas transformou-o em algo completamente diferente. Estou te deixando mas tem algo que eu quero que saiba: essa não é a vida que planejamos, então é melhor você seguir em frente.
Eu estou muito puto, depois de todos esses anos. Pare de me culpar por todas as palavras que você nunca disse.

O que você quer de mim?

Estou indo bem devagar... mas, o que você quer de mim? Porque sim, estou com medo. O que você quer comigo?
Pode ter existido uma época em que eu me jogaria de cabeça. Era uma vez essa época, em que eu não daria a mínima, mas agora estamos aqui... então, me fale o que você quer de mim?
Eu não quero que você desista disso pois eu estou me acertando. Por favor, não abra mão porque eu não vou te decepcionar. Eu sei que eu sou uma bagunça, só preciso parar pra respirar. Se puder, continue aparecendo... mas, o que você quer de mim?
Todos podem ver que você é lindo e que não há nada de errado com você... sou eu, eu sou a freak e, obrigada por se dedicar à mim, porque o quer que você faça, é perfeito.
Já foi o tempo em que eu te deixaria ir... eu nem tentaria, mas eu acho que você poderia salvar a minha vida.
Apenas não desista de mim...

(livremente adaptado de "whataya want from me")

Ilusões Marítimas

Pequena introdução: "Ilusões Marítimas" foi escrito em 2006, revisado e publicado em 2008 em uma revista literária qualquer falida (que horror!). Considero-o minha obra-prima finita... muitos não gostam e acredito que ninguém realmente precisa ler, mas eu estava organizando documentos e papeis e encontrei-o ali - pois aqui está. Não o quero mofando. Outro dia, talvez eu poste outro conto... inacabado, porém será minha futura obra-prima (rio de mim mesma).

Ilusões Marítimas

“O Amor é um estranho em todos os lugares. E no momento em que perdi a cabeça, e deixei meu espírito se esvair, corri para a água e a encontrei, a loucura me invadiu, nas ondas abaixo a lua... prometi nunca mais deixá-la, uma chama me invadiu... O mundo em que vivia era apenas um sonho, e naquele momento, despertei”.

Cassius 18 de setembro de 1986

1

Cassius nunca soubera direito como amar. Talvez ninguém o saiba. Mas ele certamente conhecera a paixão. Paixão que por definição etimológica significa sofrimento, sofrer por algo! Apaixonar-se é poético e brilhante e agonizante. A paixão me remete à rosa que brotou do peito de um cadáver num cemitério. Há poesia nisso. E não há nada mais poético que a história de Cassius.

Cassius viajara muito até chegar a uma vida própria. Não tinha mais destino até encontrar a Bahia de St. Jorge. Ele viera de longe, muito longe. Deixara para trás toda a dor de uma vida... Tinha em suas feições algo de incognoscível. Como se já tivesse vivido muito e sofrido e carregasse um peso enorme nas costas, porém possuía uma galhardia ao andar que lembrava a perfeita leveza de uma pluma... Notava-se sua ausência.

O vilarejo de St. Jorge sobrevive única e exclusivamente da pesca. Com suas centenas de habitantes é um lugar pequeno e aconchegante. Foi lá, que a tragédia de Cassius deu início.
Após sair de Londres sem rumo, chegou finalmente em St. Jorge em 1983. Era outubro, o inverno ainda estava por vir, então resolveu ficar. Instalou-se numa cabana abandonada a 1 km da praia. E ali ficou. Aprendeu a pescar e a negociar suas pescas. Todos do vilarejo o conheciam e o respeitavam, porém se perguntavam quem era aquele homem e do que fugia. Cassius não conversava com ninguém, não participava das comemorações da vila. Vivia como um ermitão, preso em sua rotina diária. Saia de sua concha apenas para pescar, andar na areia da praia de manhã e fazer compras na vila, sem falar muito e com seu andar bastante característico de quem carrega o mundo nas costas e feições de saudades de uma era perdida.
Sabe-se apenas que em Londres, onde nascera, fora casado, tivera filhos e, um dia, uma mulher o enfeitiçara. Alguém que não era diferente de ninguém o fizera perder a cabeça. Entregar-se ao amor nos da uma idéia do que é essencial, nada mais importa, no final das contas. Não se sabe de mais nada.

2

Era manhã de outono, um dia cinzento e nublado. A praia estava deserta e o vento cortante acariciava a face de Cassius que caminhava a beira do mar. O que faz de nós o que somos é inatingível e incompreensível.

Pé ante pé, pensava no seu passado, mergulhava fundo em suas memórias. Mas algo lhe tirou de seu devaneio. Algo esparramado na areia, a uns 500 passos, não sabia dizer o que era. Ao se aproximar, suspeitou de que era alguém desmaiado e não exitou, correu em sua direção. Sentiu seu corpo estremecer por inteiro ao chegar mais perto. Não conseguia entender o que havia a sua frente. Uma criatura bela. Uma sereia. Corpo de mulher, cauda de peixe. Algo realmente enlouquecedor para qualquer ser humano. Longos cabelos negros, cheios de ondas. Pele alva como a neve, rosto longo com maçãs do rosto protuberantes. Guelras em sua barriga, dos dois lados e, da cintura para baixo, escamas de cor chumbo furta cor. Indescritível!
Não sabia o que pensar, podia ver que a criatura estava machucada, pois havia sangue em seu corpo. Mas não conseguia se mover.
Não tardou em ouvir os barcos de pesca, já estava na hora. A baía de St. Jorge estava acordando. Fechados, isolados em suas rotinas, começavam o dia como sempre. Foi então que Cassius sentiu que precisava agir. O tempo não existe até que seja quebrado. Carregou a criatura até sua cabana. Chegou exausto, porém estranhamente feliz. Contemplava aquele ser com olhos de criança deslumbrada.

Durante um ano, ele morou ali, naquela cabana. Nunca ninguém entrara além dele. Pequena, escura. Apenas uma cama, uma lareira, uma banheira. Apenas o essencial, com exceção da banheira, amarelada. O mundo é pequeno, e mesmo assim nos confinamos em quartos ainda menores. Mas há coisas piores que paredes, terríveis e belas que ficam gravadas dentro do peito, por isso nos fechamos em nossas conchas, dizia a si mesmo.

Deitou a criatura dentro da banheira que encheu com água doce. Logo a água tomou uma cor avermelhada devido ao sangue que não era possível identificar o ferimento. Ele não ousou verificar. Sabia que estava viva, pois seu tronco se movimentava, como se respirasse. Suas guelras se mexiam.
Sentia-se tão pequeno ao seu lado. Sentou-se na cama e esperou. Não sabia o que esperar, mesmo assim, esperou. Fitava-a boquiaberto. Não conseguia entender, não podia conceber a idéia de que existiam seres híbridos como ela. Procurava alguma explanação plausível, mas não encontrava. Alguma mutação genética, experiências da Segunda Guerra, mas nada parecia ser possível.
Durante dois dias ficou ali, ao seu lado, levantando apenas para o necessário. Desejava com todas as forças que a criatura acordasse e olhasse para ele e conversassem. E um gesto puro o fez chorar. A solidão parecia ter chegado ao fim. Nada mais importava. Mas foi breve. Não se moveu mais. Continuava imóvel naquela água avermelhada. E o desespero invadiu-o de tal maneira que correu e puxou-a pelos braços e sacudia-a. Estava em pânico. Gritava: Mexa-se! Acorde! Não me deixe só, por favor. Pelo amor de Deus!
Estava desolado. Soltou-a e ela abriu os olhos. Tossiu, cuspindo sangue, começou a se contorcer, como num ataque epilético. Cassius segurou-a em seus braços e ela parou, voltando à inércia de antes. O pânico passou. Sabia que ela estava viva, mas que não estava bem. Pegou suas mãos e sentou-se no chão, ao seu lado e decidiu ficar ali até ela acordar. Não queria saber quanto tempo iria demorar.

Estava cansado, com fome, sujo. Mas se recusava a sair dali, até o momento em que sua mão sentiu um aperto. A criatura começou a tremer e a se contorcer novamente. Não sabia o que fazer. Segurava-a, mas estava com medo de perdê-la. De repente ela parou, o silêncio foi quebrado. Ela disse algo incompreensível.Uma voz perturbadora. Ela era a personificação imaculada da glória, e agora estava ali.
Ela segurou sua mão, olhou para ele nos olhos e começou a falar. Porém ele não entendia sua voz fazia com que seus ouvidos doessem. Estava decepcionado. Mas ela não desistiu e de repente era como se ela falasse inglês. Mas não. Eram suas mentes que estavam se comunicando. Era impressionante. Ela possuía o poder de se comunicar com ele através da mente, e isso exigia muita concentração e força, o que acabou deixando-a exausta.

3

Cassius estava em frente à praia com um balde, e pensava que no momento em que a vira, seu mundo parara, poderia superar tudo o que havia se passado em sua vida e tentar outra vez. Sentia-se pleno e feliz. Estava completo pela primeira vez em muito tempo.
Lembrava do desespero que sentira quando pegara o primeiro ônibus naquela manhã nublada em 1983. Londres era sempre assim, nublada. Não queria olhar para trás. Sua filha morta em seus braços, e tudo aquilo era sua culpa, jamais poderia ser livre. Não saiu impune. Não fugiu de tudo e de todos. Apenas deixou tudo para trás para que pudessem ser livres dele.

Enquanto voltava para a cabana com o balde cheio de água do mar, observava tudo a sua volta, temia que a vissem, ou suspeitassem de algo. Temia por ela. Abriu a porta da cabana, caminhou até Lilith, esse era seu nome, havia dito a ele quando conversaram. Estava acordada fitando-o. E então ele derramou cuidadosamente na banheira a água do balde e notou que as escamas juntaram-se um pouco. Haviam ressecado na água doce.
Ela precisava comer. Era complicado saber se ela estava mesmo falando ou transmitindo e lendo pensamentos, só sabia que quando ela falava, era como se flutuasse, como se entrasse em transe para entendê-la. Como precisava comer também saiu para a vila.
Havia quase cinco dias que não aparecia. Todos se perguntavam o que acontecera, quando o avistaram caminhando apressado. Nunca o viram com pressa em todo esses tempos, sempre consciencioso ao andar, passos firmes; não dessa vez. Caminhava rápido, como se o tempo existisse só para ele. Algo o preocupava.
Chegou a pequena feira, escolheu alguns peixes, algas e arroz, nada mais. Aparentava cansaço. Está tudo bem com o senhor? - perguntou um dos feirantes que o conhecia há mais tempo, nunca trocaram mais que três ou quatro palavras, mas mesmo assim havia muito respeito entre os dois. Cassius fez que sim com a cabeça, pagou e voltou para a cabana, para Lilith.

4

Durante mais ou menos um mês, ele viveu nessa rotina de acordar de manhã, ir à praia, encher o balde com água do mar, voltar, despejar na banheira, ir à feira, fazer compras e voltar para ficar com ela e cuidar dela. Todos da vila estranhavam porque ele não pescava mais.
De onde tirava dinheiro? Queriam saber. Esqueciam-se de que ele morava sozinho e não comprava nada além de comida e alguns utensílios para pesca. A cidade era muito pequena, devido a isso, eram muito fofoqueiros e, principalmente, curiosos. E nada, mas nada mesmo os deixavam mais curiosos do que a vida de Cassius. Ele era simplesmente o assunto da cidade desde o momento em que pisara ali.
Meu pai disse que um dia ainda iria entrar naquela cabana quando Cassius estivesse fora para desvendar o que havia ali. As pessoas precisam viver a vida dos outros para poderem continuar as suas próprias e foi nesse momento que a grande tragédia começou.
Alguns homens da vila reuniram-se e resolveram espionar Cassius, queriam saber o que ele escondia em sua casa. Então três homens se esconderam perto de sua casa, já no amanhecer. Esperaram ele sair para a feira, demoraria mais ou menos uma hora, deveriam ser rápidos.
Estavam atrás do barco que ficava ali perto da cabana quando Cassius saiu com um balde na mão. Mas para que sairia com um balde? - queriam saber. E observavam atentos a cada movimento e não conseguiam entender porque ele havia enchido o recipiente com água do mar, ela não serve para nada, disseram. Cassius voltou para a cabana, e logo saiu para a feira.
Dois deles, entre eles meu pai, forçaram a porta e chocaram-se com o que viram quando ela cedeu. Havia apenas uma cama, uma banheira cheia de água, alguns panos, uma cama, enfim, era vazia, não havia nada de mais.
Cassius estava quase na praia quando lembrou-se do dinheiro, havia esquecido-o. Como estava com pressa, resolveu fazer um atalho pela mata, por trás da cabana.
E ao chegar, viu meu pai e seu companheiro parados ali dentro, com a porta escancarada. Uma ira tomou conta de sua mente. Pegou uma ferramenta que havia perto da entrada e lançou-se em direção aos dois.
- Vocês não podem entrar aqui! Essa é a nossa casa! Lilith não os quer aqui! - esbaforeava correndo em direção a banheira. - Não vou deixá-los levá-la de mim!
- Do que você está falando? Quem é Lilith?
- Ela! - apontou para a banheira.
Não podiam vê-la. Será que ela teria o poder de controlar a mente deles evitando que a vissem? Pensou Cassius. Ou será que não. Cassius estava imaginando tudo aquilo.
E começou-se uma discussão. Não entendiam o que ele falava quando o terceiro que estava a vigiar veio ver o que estava acontecendo. Não havia ninguém mais ali além deles. Ninguém além de Cassius, meu pai e os dois pescadores.

5

Estava em frente ao mar agora. Havia corrido para a areia molhada. Deixou tudo para trás novamente. Entendia agora. Ela o livrou de toda a tristeza e loucura, deu-lhe coragem para seguir em frente, entendeu que por toda a vida, ele se escondia e com ela ali, ele poderia ser livre.
Caminhou lentamente entre as ondas para dentro do infinito.

Fim.

A cisma

Ahhhh... essa cisma levada da breca que me tira o sono! E todos em uníssono concordam com a cisma e, também estão cismados - e eu?! Rhá. Eu me perco no português e nas pontuações e continuo encucada. Na certeza de não ser mais cisma, quero pensar em outra coisa, mas a cisma me deixa assim... cismada!
Antes eu tinha uma estória pra contar, mas agora... a cisma não me deixa e cismada tento, em vão, discorrer sobre algo que me ocorreu. Pois, como qualquer um ficaria, fiquei encantada com toda a fascinação que fui capaz de exercer em outro e, como qualquer sangue-quente, me tornei obcecada por essa tal fascinação.
Apesar de tudo o que se passou, eu proibi. Não foi permitido, não foi convidado... foi apenas um deslize bobo. Tudo foi estranhamente excitante - só isso.
E o que fazer com a cisma que, nada tem a ver com essa história, que já faz parte do capítulo passado?
Como um território distante, devo parecer no mínimo intrigante e, ousaram falar do que eu sinto como se já tivessem estado em minha pele. Não! Não permito.
E novamente, agora com a pulga atrás da orelha, uma nova história ocorre onde forças não tão ocultas, começam a revelar oposição...
Pois muito bem, assim vou eu, caminhar... tranqüilamente, fingindo que aviões são estrelas cadentes porque eu preciso muito de um pedido realizado, tentando deixar a cisma de lado e, trilhar o mesmo caminho. No entanto eu sei que, aviões não são estrelas, meu pedido não será realizado e, o caminho deve mudar e mudo assim, agora.

Ilusão

É tudo uma ilusão... há muita confusão.
Olhe lá no fundo e encontre o segredo.
Olhe ao redor e podemos dar certo.

Acredita que eu posso te fazer bem?
É uma ilusão e nem me importo,
Por isso, venha comigo...

Eu procurei a vida inteira pelo segredo,
Mas abrir os olhos foi preciso,
Eu acredito que vou mudar o futuro...
Pois se é amargo no começo,
Então é doce no final...

1 hora...

Uma hora tudo pode mudar...
1 hora, 60 minutos podem mudar a sua vida.
E é porque a falta de tempo tem sido uma constante que percebo o quanto tudo muda a cada 60 minutos.
1 hora pôde destruir alguns sonhos... pôde fazer com que eu me apaixonasse.
Às vezes foi apenas um presente que me dei no fim do dia.
Outras vezes, 1 hora fez toda a diferença do mundo.
Mas no fim, aquela hora, foi ainda só 1 hora... uma de muitas por vir... 60 minutos, 3600 segundos - só isso...
E tudo começa outra vez... pequenos fragmentos que se tornam eternos.
E por mais que você - é, você - acredite que aquela hora foi só mais uma, pra mim vai ser eterna, mesmo que eu te olhe daqui, de longe.

Decidi

Decidi que eu quero tudo. Mas como decidir que quero tudo se nem sei o que é esse tudo? Poxa!!! Que enrolação...
Gostei de ser lida, decifrada, compreendida - apaga a ultima parte pois isso não aconteceu, mas a tentativa vou interessante!
Vou cobrar cartinhas agora!